Scytnium
Time travels in divers places with divers persons. I’ll tell you who Time ambles withal, who Time trots withal, who Time gallops withal, and who he stands still withal.
William Shakespeare, As You
a revolta do poeta se comunica à criaturas, e ele - tão fluentemente articulado - torna-se o porta-voz de todos os seres que a evolução deixará para tràs
Alcides, Augusto dos Anjos e o Eu universal
A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis – as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do por quê e do onde.
Por exemplo, a primeira fase é caracterizada pela pergunta: “Como vamos poder comer?” A segunda, pela pergunta: “Por que comemos?” E a terceira, pela pergunta: “Onde vamos almoçar?
Douglas Adams, O Guia Do Mochileiro Das Galáxias
– Ah, a vida – disse Marvin, lúgubre. – Pode-se odiá-la, ou ignorá-la, mas é impossível gostar dela.
Douglas Adams, O Guia Do Mochileiro Das Galáxias
Como nos ensinaram as mais laicas entre as ciências humanas, é o outro, é seu olhar, que nos define e nos forma.
Umberto Eco, Em que crêem os que não crêem
O amor muitas vezes tem o rosto da violência.
Franz Kafka
o desafio do radicalmente feio à face do pacato burguês, desmascarando, pela deformidade hedionda, a superfície harmônica e açucarada de um mundo intimamente podre
Anatol Rosenfeld, A costela de prata de A. dis Anjos
Estou diluído neste mundo de podridão, não sou diferente das pessoas, não na composição química. Uma garrafa de hormônios a ser derramada sobre o mundo de ninfomaníacos cancerosos e pedofágicos.
Scizk Scyxk, Cartas derretendo o tempo
a paródia tem em comum com a sátira o espirito do contraste e leva a dissonância até o coração da ideologia literária, que se chama gosto
Alfredo Bosi, O ser e o tempo da poesia

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e relutância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríacos
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco

Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos, Eu

Soneto: “Psicologia de um vencido”